“Minhas palavras cuidadas incomodam. Se não explico, pareço louca. Se explico, sou louca.”
Tati Bernardi.
text “Estranha, pra que tanto se depois acaba, mais uma vez, como tudo?”
Tati Bernardi.
text “Ele tava de ressaca de pinga e eu de tudo. Não era pra gente se beijar.”
Tati Bernardi.
text “Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com aparência de felicidade”
Caio F.
text “Você segura minha mão, mas você realmente precisa de mim?”
Norah Jones - Thinking about you.
audio 3
notes Meu Deus, lindo demais essa mulher cantando, demais demais! :”(
Tradução:
Toda vez que penso em você
Eu sinto passar por mim um raio de tristeza
Não é um problema meu mas é um problema que achei
Vivendo uma vida que não posso deixar para trás
Não faz sentido em me dizer
“A sabedoria de um tolo não vai te libertar”
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia minha confusão cresce
Toda vez que vejo você caindo
Eu fico de joelhos e rezo
Estou esperando pelo momento final
Que você dirá as palavras que não posso dizer
Eu me sinto bem, eu me sinto bem
Estou me sentindo como nunca estive
Sempre que fico assim, eu simplesmente não sei o que dizer
Porque não podemos ser nós mesmos como eramos ontem?
Eu não tenho certeza do que isso significa
Eu não acho que você seja o que mostra
E na verdade admito para mim mesmo
Que se eu machucar outra pessoa
Eu jamais verei o que na verdade deveríamos ter sido
Toda vez que vejo você caindo
Eu fico de joelhos e rezo
Estou esperando pelo momento final
Que você dirá as palavras que não posso dizer
text “De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café.”
Caio F.
text ”(…) Mas ficou. Ferindo a si mesma e por si mesma sendo ferida.”
Caio F. (Assim estou, ferida, por mim mesma).
text 3
notes “Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de
alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e
egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.”
Caio F.
text “E recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam - e queimar também destrói.”
Caio F.
text 7
notes “Só quero ir indo junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto.”
Caio F.
text “Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.”
Caio F.
text “E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.”
Caio F. (Lindo lindo lindo demais!)
text 12
notes “Mas o que me doía, agora, era um passado próximo.”
Caio F.
text “Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.”
Caio F.
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