“Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.”
Marla de Queiroz.
text “Eu sou apaixonado por textos que interrogam, não que dão certezas ou fórmulas. Textos que permitem a gente se duvidar um pouco mais do que o necessário, enlouquecer um pouco mais do que a dosagem normal, vibrar um pouco mais do que o permitido por lei. Depois que somos educados, passamos toda a vida aprendendo a nos reprimir. A poesia é essa libertação. Falar olhando nos olhos. Encarar com sinceridade o que podemos ser. Por que esperar o fim da relação para dizer a verdade? Por que esperar uma doença para ser sincero? Por que esperar alguém partir para descobrir o desejo? Poesia é a urgência, quando não temos nada a perder. É quando apostamos em um único lance o que acreditamos.”
Fabrício Carpinejar.
text 3
notes “Acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito? Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu.”
Caio F.
text 3
notes “Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre.”
Caio F.
text 7
notes “Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis.”
Caio F.
text “Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será.”
Caio F.
text “Detesto coisas mais ou menos, não sei amar mais ou menos, não me entrego de forma mais ou menos.”
Clarice Lispector.
text 3
notes “Gosto das coisas - pessoas e palavras - desconcertantes. Seus contornos imprecisos permitem que a gente exerça o direito de refletir e de criar em cima delas.”
Lya Luft.
text “Não me venha com meios-termos. Com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha à mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.”
Caio F.
text “Ela sempre fez o que quis. Mas não com… com agressividade, entende? Quero dizer, ela está sempre tão dentro dela mesma que qualquer coisa que faça não é nem certa nem errada. É simplesmente o que ela podia fazer.”
Caio F.
text “Eu não sou fácil, não me vendo, não aceito migalhas, não gosto de metades.
Sou um império do bem e do mal.
Sou erótica, sou neurótica.
Sou boa, sou má.
Sou biscoito de polvilho, açúcar, sal, mousse de maracujá.
Só não sou um brinquedinho que alguém joga no canto do quarto quando não quer mais brincar.
Sou um pacote, uma mala. Sou difícil de carregar.”
Brena.
text “Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva. No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto. Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo. E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto… até que amanheça.”
Rita Apoena.
text “Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. (…) Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.”
Caio F.
text “Tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso…”
Caio F.
text “O meu mundo não é como o dos outros! Quero demais, exijo demais. Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo. Pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa. Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!”
Florbela Espanca.
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