Eu acredito que tudo acontece por uma razão. As pessoas mudam afim de que você possa aprender a deixar pra lá. As coisas correm mal, para que você possa apreciá-las quando estão boas. Você acredita menos, assim você eventualmente aprende a não comfiar em ninguém a não ser você mesmo.E ás vezes, coisas boas acabam, para que coisas melhores possam comear.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Esquece menina, o amor não é pro teu bico não. Vai ler livros, fazer amigos, se divertir sozinha que o amor não foi feito pra você e não chega nem perto do que você imagina que seja. Deixa ele lá, quieto, vai te poupar de lágrimas e cicatrizes que nunca se fecham.

(via perhapsvampiresisabitstrongbut)


text O tempo apaga tudo, menos?

O tempo não apaga nem cura nada. É como a Martha diz, “só tira o incurável do centro das atenções”. Com o tempo a gente pode não lembrar de coisas que não se quer lembrar, mas não significa que esquecemos, que fica apagado da nossa mente. Pois não fica, (in)felizmente.
Ps.: O felizmente é porque é até bom, por exemplo, lembrarmos do que erramos, pois assim aprendemos, e do que perdemos, para assim darmos valor quando tivermos novamente.

Que seja doce!



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“A gente não sabe o que é sede até beber pela primeira vez.”

Carlos Ruiz Zafón.
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“… Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.”

Caio F.
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“Ô, Zé, ando tão desorientado, já faz tempo.
E me escondo, e não procuro ninguém,
e fico mastigando minha desorientação.
(…)
Tantos trancos. E o meu olho nem conseguindo
ver mais nada bonito.”
Caio F.

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“O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções.
O tempo desenvolve nossas defesas,nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.”

Martha Medeiros.
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“Emoções baratas, quando a serviço daquilo que não tem mais jeito, só servem para confundir. E eu não quero confundir ninguém, muito menos a mim.”

Fernanda Young.
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“Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado, ninguém sabe mexer na minha confusão. É o meu ponto de vista, não aceito turistas, meu mundo tá fechado pra vistação.”

Danni Carlos - Coisas que eu sei.
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“Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo, por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz… Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega de amor.”

Clarice Lispector.
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“Não tenha pena de sim mesmo, você não é vitima de nada.”

Lya Luft.
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“Desobedeço até quando eu mando em mim.”

Fabrício Carpinejar.
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“Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão.”

Chico Xavier.

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“O homem não botou na cabeça que a fragilidade da mulher não é dependência. Ela não precisa ser protegida, e sim respeitada.”

Fabrício Carpinejar.
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Pois, calmamente, um dia depois do outro, uma primavera atrás de um inverno, um outono em cima de um verão, a coisa foi-se passando, pouco a pouco, gota a gota; Tudo sumiu, tudo fugiu, tudo desceu, como se diz, porque no fundo sempre resta alguma coisa, assim… um peso aqui, no peito!

Madame Bovary (de Gustave Haubert) - Capítulo III - pág 33
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Era um amorpalavra, mas nem sempre o fora. Inicialmente, poderia até dizer que fora um amor sem palavras.

Silencioso como se, sozinho, bastasse; de nada mais precisava. Olhos eram um só e sozinho bastava; sopro também. Era um único corpo que se fazia e se bastava numa totalidade imensa, intensa; só, sem solidão; uma totalidade mágica.

Era uma ventura cheia de aventura e ilusão ou poderia dizer, ainda, era uma ilusão cheia de aventura e também de ventura, por que não?

A ordem em que tudo acontecia era o que de menos importava. Viver por si só bastava.

Houve o tempo da palavra e ela trouxe o sim, a cor, a forma, o fado, o fim, então… Palavralinha cingindo a colchahistória com retalhos de amor, até que a não palavra, em dissabores trouxe a palavra não.

Palavra dia, palavra noite,

Palavra amor,

Palavra encontro.

Saudade em

Palavra. Poesia,

Palavra canção.

Palavra guardava,

palavra escondia.

Protegida, sossego.

Encontrada, partia,

despedaçava emoção.

Sossego palavra trazia,

aquecia coração.

Silêncio, em pausa …

(…)

Palavra tardia

Já não chegava, não.

Palavra ausente, anúncio, prenúncio

Amor não existe mais não.

gMes.r

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