Eu acredito que tudo acontece por uma razão. As pessoas mudam afim de que você possa aprender a deixar pra lá. As coisas correm mal, para que você possa apreciá-las quando estão boas. Você acredita menos, assim você eventualmente aprende a não comfiar em ninguém a não ser você mesmo.E ás vezes, coisas boas acabam, para que coisas melhores possam comear.

domingo, 31 de outubro de 2010

karineveiga:

O problema é que nós dois juntos não nos entendemos, mas quando nos separamos ficamos pior ainda.

-Ana Carolina Souza

(Source: anacsouza)


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notes Vou fugir. Vou desistir. Não sei ficar nas mãos de alguém. Sou estranha mesmo, nunca escondi. Quando você achar que estou feliz, estarei me magoando aos poucos. A verdade é que eu não sei ser feliz. E sou orgulhosa e teimosa e impaciente demais para aprender. Eu só sei viver amores que não dão certo. Se você soubesse o que as palavras significam para mim. Pra mim é tudo muito grave. Sou uma desesperada. O que você diz brincando, ou que acha que eu nem prestei atenção, é justamente o que eu nunca vou esquecer. Minha sensibilidade e minha memória são meus piores castigos. Eu sempre vou querer mais. Meu amor é como uma raiz estrangulante. Minha carência não tem fim. Você sabe que eu odeio domingo, e eu odeio me sentir sozinha, principalmente quando o céu já está dessa cor. Dói, e dói muito. Você chega invadindo minha solidão, entrando na minha vida, fazendo eu acreditar que o amor é bom. Mas vai embora enquanto o que eu mais queria era que você ficasse. Você vai embora e me deixa com fome, com sede, incompleta, confusa, despedaçada. Com raiva por ser dependente. Não gosto de me sentir assim. Eu não sei amar, entende? Eu sei é ficar esperando um amor que nunca chega. Não sei o que fazer com um amor real que vem, bagunça meus ordenado caos conhecido, e vai embora. Tenho vergonha de dizer que preciso de ti. Me despedi com um sorriso casual, como se não estivesse me importando. Mas virei as costas já com raiva de mim mesma, porque sei que meu amor é doentio. E tenho de escondê-lo como se fosse um vício, um defeito grave, um distúrbio alimentar. Se eu não tivesse conseguido me conter, teria me ajoelhado na tua frente, agarrado tuas pernas e entre lágrimas e soluços, teria dito “fica, fica. Fica comigo, por favor não vai embora agora, que tenho medo de ficar sozinha, porque quando fico sozinha num entardecer nublado e frio de domingo tenho vontade de desistir de tudo. Fica agora, eu estou pedindo. Só vai embora quando esse aperto no meu peito passar.” Mas eu não disse, e você foi embora achando que eu fiquei bem. Você disse que tem medo de me perder. E você vai me perder. Porque eu não vou deixar você me conhecer direito. Porque não quero te mostrar a imensa cratera que trago aqui dentro. Que nem você nem ninguém vão conseguir preencher. Não sei amar, mas te amo. Mas sinto como se teu amor não me bastasse. A tua falta me faz mal. E entre pouco e nada, fico com aquilo que não dói tanto. Mas espera! Volta. Adivinha meus pensamentos destrutivos e volta. Me impede de desisitir. Vem e me sufoca com o teu amor, e não me deixa morrer assim, aos poucos, tão sozinha, nessa noite de domingo.

Renata Bezerra.

Ps. De tudo que já li e já postei aqui hoje, esse texto, principalmente o que pus em negrito, é o que mais representa como estou me sentindo hoje, agora, e sabe-se lá até quando…


text Me encontro tão ferida, mas te vejo aí também em carne viva
Será que não tem jeito?
Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Isabella Taviani - Digitais.


text Será que você vai lembrar
Onde é que você vai guardar o rascunho dessa história?
Ou vai fazer fogueira pra queimar
E ver que não dá pra fechar a biblioteca da memória?

Fresno - O ar.


text Aquele dia eu tive medo. De verdade, de cair.
Eu despenquei no meio dos fatos porque as pernas cediam já havia um tempo. Já passavam algumas fases que a minha crença ia indo, fundindo com os atos, as conseqüências, as faltas de medida. Desmedido estava o pavor em mim, de ver você daquele jeito, bem na minha frente.
Não era falta de compreensão. Eu juro que queria entender. Havia anos que a minha vida, pra mim, era simples, líquida, transcorrente pelos meus dedos.
Ok. Não no sentido de simplicidade, não neste. Mas, pelo menos, eu sempre soube que as confusões, misturas, sensações, tumultos, revoltas, amores, bagunças, enfim, tudo existia ali por um porquê, por um - ou vários - motivos que eu mesma criei de um jeito ou de outro, agora, ontem ou depois. Por mais que estivesse difícil, eu sempre tinha estado no controle. Era eu, meu egocentrismo, o meu lado narcizo e a minha coragem de estampar, pro mundo, os meus medos.
As nuvens andaram tortas e se confundiram de estação. O céu resolveu escurecer em cima das nossas cabeças mostrando que egoísmo, agora, não ia ajudar muito, não ia resolver o problema, os problemas, os lapsos de sanidade que existem nas vidas das pessoas todas. Nós fazemos parte, ao menos disso.
Eu ria, mas tremelicava toda por dentro. Eu queria chorar até alagar todas as burradas pra afundar o que foi e ser a partir dalí. Não dava. Latejava estranho por todas as partes do meu corpo os pecados que eu não cometi. Os joelhos continuavam ralados e sangrando, aquele sangue que não era meu, nem dela, mas seu. E ele precisava jorrar. E o céu já não era mais azul, era vermelho como no filme onde nada se via, de luz apagada pra sempre. Como se num minuto tivessem roubado todas as nossas certezas e só uma permanecesse. Eu continuava lutando por ela, de mãos fechadas, dentes cerrados e olhos entre abertos.
A gente não podia exergar tudo porque era a incerteza do muito que confortava de certa forma. Era o medo de um futuro errado que empurrava pra frente. Eu precisava caminhar. Certas ruas ficaram estreitas, algumas estrelas perderam o brilho. A minha música preferida já não dizia muitas coisas porque o meu conceito de amor mudou, e muito.
E eu já não quero brilhos. Percebi, só agora, que a luminosidade me cansa. É na penumbra que os medos se descobrem, se roçam e se encaixam. É na sede de querer se salvar que a gente bebe o outro, gelado ou quente, tanto faz. As sombras, que não têm feição mas sim formato, me mostraram que eu errei tanto quanto você.
Vou deitar quente no seu peito até o dia chegar, mas aí eu vou fechar as cortinas e ficar. Só mais um pouco, eu juro.
E você vai fugir de você, porque assim há de ser. Mas eu, vou estar aqui, no escurinho da sua única certeza, te esperando com o amor que eu nunca duvidei poder te dar.

Rani Ghazzaoui.


text “Verdade, eu tinha qualquer coisa assim como andar de costas, quando todos andam de frente. Qualquer coisa como gritar quando todos calam. Qualquer coisa que ofendia os outros, que não era a mesma deles e fazia com que me olhassem vermelhos, os dentes rasgando as coisas, eu doía neles como se fosse ácido, espinho, caco de vidro.”

Caio Fernando Abreu.



text 1
notes Faz tanto frio lá fora e vem e toca no meu corpo doído e exausto, se ao menos um pouco desse frio fizesse dentro de mim, certamente não estaria sofrendo. Mas por dentro eu sou quente, e cheia de amor, amor que é seu, ou era. E de uma tristeza, que é só minha.

Camila B.


text “Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada.”

Markus Zusak.


text Vi por aí que “No orkut todo mundo é feliz, no twitter todo mundo é revoltado, e no tãmbler todo mundo sofre de amor”… Hoje eu me vejo em um desses aí.

Camila B.


text ” - Amo você, Leila.
- Eu sei. - Seguro a cabeça dele com as mãos em conchas, como se fosse um bebê. E sei mesmo. Sei que serei sempre a sua dama, o seu amor, a sua Guinevere. Mas não sei se vou suportar a dor disso.
Uma pequena parte de mim… a parte que ainda é Louise Zandberg, talvez, a parte que minha analista chamaria da minha mente sã… está parada a uma certa distância, dizendo: Isso tem de parar, ou não sobreviverei.
(…) Estou começando a me descontrair, a me sentir amada de novo, a achar que a vida não é tão ruim, que posso trabalhar de novo, sentir de novo. O punho cerrado da minha mente começa a relaxar.
Tão logo isso começa a acontecer, Dart o percebe com o seu sexto sentido de feiticeiro.
(…) Toda a minha vontade e disciplina consideráveis estão concentradas em deixá-lo ir, em não demonstrar a minha dor (embora como ele pudesse deixar de enxergá-la, conhecendo-me como me conhece, é um mistério para mim).
(…) Concentro-me na minha própria coragem em não prendê-lo. Às vezes a coisa mais difícil do mundo é soltar alguém”.

Erica Jong.


text Se contarmos todas as palavras que trocamos
Daria para escrever um bom romance
Eu nem te conhecia e contei meus absurdos
Tu nem me conhecia e contou teus muitos planos

Se contarmos todos os olhares que trocamos
Daria para encher um lago inteiro
Eu nem te conhecia e contei o meu passado
Tu nem me conhecia e contou teu desespero

Se contarmos todos os silêncios que trocamos
Daria para povoar um edifício
Eu nem te conhecia e contei meus vinte anos
Tu nem me conhecia e contou teus sacrifícios

Se contarmos todas as fantasias que trocamos
Daria pra dizer que amantes fomos
Mas o amor exige beijos e abraços
E não reconheceu o nosso encanto

Martha Medeiros (Poesia Reunida)


text Eu não cansei de te amar, não me cansei de você… Só cansei da situação.

Camila B.


text Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide
Longe da felicidade

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia,
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.

Djavan - Um dia frio.


text Pra tanta gente eu me dei de graça
Só pra você eu me poupei
Será que o tempo sempre disfarça?
Tomara um dia isso tudo passa

Desculpa as mágoas que eu deixei
Eu já dei a outra alma aos bruxos e vampiros
Eu quero que eles façam a festa, enquanto eu me retiro
Só você sentiu por mim o que nem eu sentiria
Você foi o meu escudo e eu a própria covardia.

Leoni - Doublé de corpo.


text “E é no jogo bobo e repetido que vai se revelando: o que passa, o que vem para ficar, o que é só caminho, o que é lugar para morar. “

Cristiana Guerra.

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