“Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza.”
Clarice Lispector.
text “Aparentemente, o simples fato de sermos humanos já é suficientemente dramático para todos nós; não é preciso ser viciado em heroína ou poeta performático para vivenciar emoções extremadas. Só é preciso amar alguém.”
Nick Hornby.
text “-Só me diz uma coisa… você nem liga, né? Eu sou completamente insignificante pra você, não sou?
-Só não é insignificamente porque um dia já significou muito.”
Mayra Dias Gomes.
text 2
notes “Porque é tão mais fácil aturar a vida sabendo que tem você. Agora sem você, meu amigo, a coisa é feia. Realmente feia.”
Caio F.
text “Seja como for, continuo gostando muito de você - da mesma forma -, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, histórias que conto às vezes, saudade. E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem.”
Caio F.
text “Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo.”
Caio F.
text “Que importância tem se você deixar os outros saberem que você não é perfeito? Aí eles podem se identificar com você. Ninguém pode se identificar com a perfeição.”
Leo Buscaglia.
text 2
notes “Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.”
Clarice Lispector.
text ”- Você gosta de estrelas?
- Gosto. Você também?
- Também. Você está olhando a lua?
- Quase cheia. Em virgem.
- Amanhã faz conjunção com Júpiter.
- Com Saturno também.
- Isso é bom?
- Eu não sei. Deve ser.
- É sim. Bom encontrar você.
- Também acho.
(Silêncio).”
Caio Fernando Abreu.
text Aqui é um “texto” quem somos nós, eu (Camila Borges) e Nathália Gomes… As donas desse tãmbler, haha. O número 1 e em negrito, sou eu, e o 2 é Nathália.
1. Nasci em 28 de agosto de 1993 (Mas Roberval, meu “pai”, pôs na certidão de nascimento dia 27, e desde então sempre comemoro no dia 27);
2. Nasci em 26 de janeiro de 1995;
1. Consigo suportar dor;
2. Não consigo suportar dor;
1. Brinco muito, adoro zoar, e quase nunca sou levada a sério;
2. Tenho o péssimo costume de conversar sobre coisas sérias rindo;
1. Os problemas dos meus amigos são meus problemas também;
2. Sou um poço de ironia;
1. Lealdade é muito mais importante do que fidelidade;
2. Concordo plenamente com a afirmação acima;
1. Amizade pra mim não se qualifica pelo tempo;
2. Sou extremamente sensível;
1. Acho preconceito a coisa mais boçal do mundo. E tenho preconceito com gente burra, patricinhas e fofoqueiros.;
2. Meu signo é aquário, meu elemento é o ar;
1. O meu é virgem, e meu elemento é terra;
2. Acredito em destino;
1. Não acredito em acaso, destino, sorte ou coincidência;
2. Me apego muito fácil às pessoas, e tenho a péssima mania de acreditas nas boas intenções alheias;
1. Tenho ciúmes excessivo por tudo aquilo que me interessa.;
2. Minhas mãos soam mais que o normal;
1. E meu rosto também, rs
2. O que precisar e eu puder evitar…eu evito;
1. Serei psicóloga;
2. Quando me chateio ou estou com raiva de alguém ou de alguma situação, faço carão;
1. Tenho certas frescuras e odeio gente fresca;
1 e 2. Apesar de nos fazermos de desentendidas, sabemos tudo que acontece a nossa volta;
1 e 2. Odiamos homens que olham pra bunda das mulheres como se admirassem uma carne pendurada no açougue;
1 e 2. Tem coisas nas nossas vidas que ninguém sabe;
1 e 2. Se espera uma mulher que fale sempre baixo, calma, que não fale palavrão, muito romântica.. desista, essa mulher não é nenhuma de nós duas.; ;)
E não somos fodonas. Nem um pouco, apenas nos fazemos, da porta pra fora! :)
Camila Borges e Nathália Gomes.
text fosmeo:
Nunca se é tão feliz, nem tão infeliz, como se imagina.
(ROCHEFOUCAULD, François La.)
text Sim. Eu fui possuída. Completamente possuída. Só pode ser. Não tem outra explicação.
Eu costumava amar meus filhos, tratá-los com carinho quando pequenos, mas de alguma forma eu esqueci algo no passado.
Aos poucos a idéia de ter tido filhos era ruim. Aos poucos suas presenças me irritavam de alguma forma. Nem sei explicar direito tal sentimento de repugnância.
Eu enxergava meu filho como um vagabundozinho qualquer sem futuro, que ficava sempre dentro de seu quarto bagunçado tocando violão quando não saía com os amigos e horas depois voltava cheirando a maconha.
Minha filha pra mim era uma medíocre, destinada a ser mãe solteira ou uma vagabunda qualquer que vive em função de homens.
Eu já os detestava e com o tempo passei a odiá-los. Todos os dias era forçada a ver suas caras nojentas, ouvir suas vozes irritantes, compartilhar minha comida com esses porcos e até o ar que respiro.
Mas uma noite, ao me recolher em meu quarto, triste por viver em uma casa com duas desgraças, peguei meu álbum de fotografia. Queria relembrar os belos momentos ao lado de meu falecido esposo quando os vi em muitas das fotos.
Inicialmente meu sentimento de repugnância me atacou, mas depois foi se abrandando. Muitas das fotos traziam à minha memória os momentos em que passamos juntos. Os sorrisos e olhares felizes deles quando criança e o amor que eu me dedicava a dá-los e receber deles.
Mesmo depois da morte de meu marido eles estiveram lá comigo, juntos, só nos três compartilhando sentimentos que ninguém mais poderia entender.
Eles sempre me amaram. Sempre.
Então… porque eu passei a odiá-los?!
Foi aí que desconfiei… dela.
Peguei outro álbum de fotografias. Um álbum que iluminou minha mente em busca de respostas. O álbum de minha falecida mãe.
Me lembro de minha mãe, de mim e de meus irmãos. De quando éramos criança e da forma de como ela nos tratava. Era muito amor, carinho compreensão, mas à medida que íamos crescendo seu tratamento ia mudando.
Olhar de desdém, palavras ferinas. Ela nos praguejava e amaldiçoava e eu não entendia o porque. Não entendia… até hoje.
Me lembro de minha mãe falando sobre minha avó. A mesma coisa, a mesma história que aconteceu com ela e comigo.
Por isso desconfiei de ser obra de algum espírito maligno. Do demônio talvez.
Por isso abracei minha filha bem forte e pedi perdão, no enterro de meu filho. O mesmo que eu matei ao empurrar das escadas com força e ira suficientes para tirar-lhe a vida. Pedi perdão por tê-los tratado mal, por ter esquecido do quanto eu os amava e internamente por ser amaldiçoada e ter matado meu menino só para me livrar dele e alimentar esse sentimento doentio dentro de mim.
Agora, olhando o álbum de fotos de minha mãe mais uma vez, eu percebo seu olhar maligno direcionado a mim. Ou olhar de aviso: “Você será assim também… e seus descendentes”.
Minha filha se casou com um ótimo marido. Engravidou. Temi que ela se tornasse igual a mim. Igual a minha mãe, igual a minha avó e perpetuasse essa maldição.
Isso. Maldição!
E agora que estou lúcida a ponto de ver o quanto a amo e também ao meu neto, eu percebo que devo dar fim a isso de uma vez por todas.
É por isso que estou agora em sua casa. Vim visitá-la… envenenei sua comida.
Agora ela, seu marido e meu netinho dentro de sua barriga, dormem em paz.
Enquanto unto a casa com gasolina.
Ficarei aqui com eles, irei findar esse reflexo maldito que povoou minha família por gerações.
Irei finalmente quebrar esse espelho maldito e alcançar a paz que tanto sonhei para mim e minha família.
Reflexo no espelho - Camila Borges.
Ps.: É um conto meu.
text “Não te quero só para mim nem poderia. Quero-te para ti mesmo e para tua própria vida. Quanto mais fores o que quiseres, mais serás o que eu queria!”
Luiz Poeta.
text 14
notes “Não importa quanto vai durar - é infinito agora.”
Caio F.
text 2
notes “… o mal é uma palavra que usamos para descrever a ausência de Deus, assim como usamos a palavra escuridão para descrever a ausência de Luz, ou morte para descrever a ausência de Vida. Tanto o mal quanto a escuridão só podem ser entendidos em relação à Luz e ao Bem. Eles não têm existência real. Eu sou a Luz e eu sou o Bem. Sou o Amor e não há escuridão em mim. A Luz e o Bem existem realmente. Assim, afastar-se de mim irá mergulhar você na escuridão. Declarar independência resultará no mal, porque, separado de mim, você só pode contar consigo mesmo. Isso é morte, porque você se separou de mim, que sou a Vida.”
A cabana pág. 124.
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